Congelamento, criopreservando a fertilidade.

O que leva homens a criopreservar seus espermatozóides e mulheres a congelar seus oócitos? Os motivos podem variar, desde doenças que atingem diretamente os gametas como o câncer ou até por motivos sentimentais.  O procedimento de criopreservação de gameta hoje em dia é uma facilidade dentro dos centros de reprodução humana assistida.

O câncer é responsável por 13% das mortes no mundo. O tratamento é sempre tóxico. Se a doença afetar a região pélvica (onde se localiza os testículos e o útero/ovários), a probabilidade de afetar diretamente os órgãos reprodutivos é muito grande após os tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia. Se o câncer se localiza em outras regiões,  existe a possibilidade de no caso da radioterapia de proteger a região pélvica para tentar não afetar a área em questão.

O médico oncologista é responsável pelas orientações de preservação da fertilidade aos pacientes com câncer em fase reprodutiva, ou seja, que irão construir uma família futuramente para a realização do congelamento de seus tecidos e células. Após os tratamentos radioterápicos, os homens possuem a chance de regeneração celular nos testículos devido a produção diária de espermatozóde. Como a mulher já nasce com um número certo de células, as chances são menores. Estudos com as linhagens de células-tronco nos dão a ideia de que esse problema pode ser resolvido futuramente.

Já os congelamentos de espermatozóides realizados nos tratamentos de fertilização in vitro, são devido a: espermatozóides que provém de procedimentos cirúrgicos (PESA/TESA/TESE), para que não ocorra uma segunda cirurgia, no caso de pacientes azoospérmicos ou pacientes que possuem vasectomia; homens que têm dificuldade de coleta;  marido que não poderá comparecer no dia da punção ovariana (FIV/ICSI) da mulher devido motivos próprios e homens que desejam preservar a fertilidade antes de realizar a vasectomia.

É importante salientar que nos casos de homens que já possuem vasectomia, as possibilidades do uso de seus próprios espermatozóides em um tratamento de reprodução humana assistida são: reversão de vasectomia ou procedimento cirúrgico para a retirada dos espermatozóides de dentro dos epidídimo/testículos.

O congelamento de oócitos é indicado para pacientes que possuem câncer ou mulheres com falência ovariana precoce, um tipo de doença que ocorre em mulheres em fase reprodutiva que possuem poucos oócitos  nos seus ovários, entrando em menopausa precocemente. Nos caso de FIV, são realizados congelamento de oócitos quando a paciente estimula muito e deseja congelar oócitos e não embriões. Hoje em dia com uma metodologia nova de congelamento de oócitos as taxas de gravidez são muito satisfatórias.

As mulheres andam deixando para mais tarde a ideia da família. A cada dia mais mulheres querem ser independentes, buscando o conforto financeiro e o sucesso profissional, gerando uma das causas de infertilidade, a idade da mulher.

O oócito terá a mesma idade da mulher. Uma mulher de 33 anos terá um oócito de 33 anos. O congelamento mantém a idade do oócito em que foi congelado. Ex: Preservar os oócitos aos 30 anos e ter filhos somente aos 37 anos com quase as mesmas chances de 30.

O oócito maduro permanece em fuso meiótico durante todo o tempo até se juntar ao espermatozóide, voltando a completar sua divisão após a fertilização. Então a qualidade de um oócito de 30 anos é diferente de um de 35 anos, fazendo com que as mulheres procurem clínicas de reprodução humana para congelarem seus óvulos para que futuramente possa ser mães.

A vigilância sanitária exige que alguns exames sejam feitos antes do congelamento. Pacientes com sorologias/microbiológicos positivos são colocados em botijões (foto ao lado) diferentes.

Significados:

oócitos: “ovúlos”

– gametas: células sexuais, em humanos o gameta feminino é o oócito e  o gameta masculino é o espermatozóide.

– células-tronco: célula indiferenciada, podendo se transformar em qualquer tipo celular.

– azoospérmico: Homem que não possuem espermatozóides no ejaculado.

vasectomia: ligadura realizada nos canais deferentes para impedir que os espermatozóides passem para o ejaculado.

– fuso meiótico: acontece na primeira fase da Meiose, Metáfase I.

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