Notebook no colo pode comprometer fertilidade masculina

Usar o notebook no colo pode diminuir a quantidade de espermatozóides e, consequentemente, comprometer a fertilidade masculina. A conclusão é de um estudo coordenado pelo urologista Yelim Sheynkin, da Universidade Estadual de Nova York.

A pesquisa, publicada no periódico Fertility and Sterility, foi realizada com 29 voluntários jovens, que se submeteram a testes de temperatura após permanecerem alguns minutos com o notebook no colo.

Segundo a equipe de médicos, a temperatura dos órgãos reprodutivos masculinos superaqueceram rapidamente. Essa alteração compromete a fertilidade, já que os espermatozóides não sobrevivem ao calor.

Nenhum estudo anterior chegou a associar a infertilidade masculina ao uso de notebook no colo, no entanto, ressaltam os cientistas, é consenso na comunidade médica que temperaturas altas podem causar dano à saúde reprodutiva masculina.

– O que já se sabia sobre o assunto?
Embora nenhuma pesquisa sobre o assunto tenha sido realizada até o momento, o urologista Sandro Faria, presidente da Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Urologia, afirma que as conclusões, ainda que não definitivas, são óbvias do ponto de vista clínico.

Homens sujeitos a altas temperaturas podem perder a fertilidade, no entanto, ressalta o especialista, é preciso que o tempo de exposição ao calor seja contínuo para que haja qualquer comprometimento de sua saúde reprodutiva.

“O trabalho analisou somente 29 pessoas. Para que se pudesse provar a infertilidade dos jovens seria necessário realizar exames de contagem de espermatozóides após cada sessão de testes”, explica o médico.

Para o urologista, a pesquisa é relevante, mas não representará um grande avanço à ciência.

– Conclusão

Homens que desejam ter filhos no futuro não precisam deixar de lado seus notebooks e tão pouco usá-los sobre uma mesa. Vale ressaltar, no entanto, que é importante ficar atento a temperatura da máquina e ao tempo de uso do computador portátil sobre o colo. Já dizia o famoso ditado: “Melhor prevenir do que remediar”

(Por Renata Honorato – Revista Veja 15/11/2010)

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