Diagnóstico do Homem Infértil

Quando o casal é direcionado a uma clínica de reprodução humana, muitas dúvidas surgem. O homem geralmente passa por uma série de avaliações quando necessárias. Segue descritas as análises que possivelmente serão pedidas para o diagnóstico do homem infértil.

Exame físico – Visa verificar sinais sugestivos de alteração do desenvolvimento (anatomia), amadurecimento sexual do paciente (virilização) e diagnósticos de alterações frequentes através da palpação da bolsa, epidídimo (varicocele, diminuição de volume testicular- avaliação hormonal, entre outros). O volume dos testículos pode afetar atividade espermatogênica e morfologia dos espermatozóides.

Análise seminal (Espermograma) – Analisado em laboratório com experiência em manipulação de gametas e obedecendo aos parâmetros propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2010). O número de amostras a ser solicitado é um dado importante, existem variações dos parâmetros para os mesmo pacientes em diferentes ocasiões (excitação sexual e ambiente de coleta influi negativamente no espermograma). Sua normalidade não descarta a possível realização de outros exames laboratoriais.

Avaliação Hormonal (FSH, LH, Testosterona e Prolactina)- Analisados junto ao volume testicular, as causas endócrina podem ser tratadas ou até curadas. Alterações tireoidianas e supra-renais podem acarretar alterações na libido. Na presença de Oligozoospermia severa  (<15 milhões de espermatozóides por ml) ou Azoospermia  (ausência de espermatozóide no ejaculado) é obrigatório  a dosagem FSH, LH, testosterona e prolactina.

Avaliação Genética –  Indicados em casos específicos. Muitas das alterações genéticas estão no braço longo do cromossomo Y. Cerca de 16% dos homens com Azoospermia apresentam alterações genéticas. Pacientes com Oligozoospermia severa e Azoospermia devem realizar cariótipo e microdeleções do cromossomo Y. Pacientes que apresentam deleção em certas partes do cromossomo Y têm boas chances  de sucesso quanto a obtenção de espermatozóides.

Testes bioquímicos: Integridade do DNA – Estudos demonstram que a fertilização in vitro diminui quando mais de 30% dos espermatozóides apresentam danos no DNA. As causas podem ser várias e podem incluir apoptose celular durante a espermatogênese até a exposição a gonadotóxicos. Testes como DFI – índice de fragmentação do DNA e TUNEL (inferior ou igual a 4%) avaliam o número de células com quebra na fita de DNA.  ROS-Radicais livres de oxigênio ( se apresentam em altas concentrações quando os paciente apresentam stress excessivo, são fumantes, abusam de medicações, etc)  desempenha um papel importante no funcionamento normal do espermatozóide nos processos de capacitação, fusão com o oócito e reação acrossômica. Quando em excesso, determinam alterações que vão desde o material genético até alterações de motilidade dos espermatozóides.

Ultrasonografia – São utilizados de acordo com a patologia que está sendo investigada, como pacientes com varicocele e azoospérmico obstrutivos e com obstrução parcial dos ductos ejaculatório.

Anticorpo antiespermatozóide – Pode ser identificado em vários lugares, como plasma, sêmen, líquido folicular, secreções vaginais ou cervicais ou ligados diretamente a membrana plasmática dos espermatozóides. Então, os ensaios comerciais medem diretamente anticorpos ligados aos espermatozóides ou indiretamente em solução.

Qualquer obstrução, ex. vasectomia, DSTs podem formar esses anticorpos. Alguns estudos mostram que esses anticorpos podem prejudicar a motilidade (aglutinação espermática e debris), a morfologia e o potencial de penetração no muco cervical dos espermatozóides, capacitação espermática, reação acrossômica, pode ativar o sistema imune e provocar a fagocitose dos espermatozóides e podem interferir no desenvolvimento do embrião. Tratamento: Uso de preservativos a fim de evitar a sensibilização da mulher, uso de corticosteróides  e ciclosporina, com o objetivo da imunodepressão, Lavagem do seminal, costumam melhorar os resultados das taxas de gravidez.

TPC (Teste pós-coito)- É a contagem de espermatozóides móveis no muco cervical colhido após a relação sexual em casa em período ovulatório, no dia seguinte a relação. A amostra é coleta com espátula e colocada em lâmina e visualizada no laboratório. Se o homem não conseguir coletar o sêmen, esse teste pode ajudar na avaliação de algumas informações obtidas.

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