Primeiro transplante de ovário do País acontece em Maringá

Maringá será sede de uma cirurgia inédita no Brasil, neste sábado (28). Às 7h, será feita a primeira cirurgia de transplante de ovário do País,  no Hospital São Marcos. O médico responsável pela intervenção é o Dr. Carlos Gilberto Almodin.

Almodin foi responsável pela primeira gestação de mulher em menopausa do Brasil. A cirurgia de transplante de ovário consumiu 12 anos de pesquisa com criopreservação de tecido germinativo (ovário) para restaurar a fertilidade.

Dr. Almodin iniciou as pesquisas em 1999 para restaurar a fertilidade em mulheres que estavam em menopausa precoce decorrente de falência ovariana, sendo está de origem genética ou causada por tratamento quimio e ou radioterápico. Em principio a técnica desenvolvida foi feita experimentalmente em ovelhas e os resultados foram apresentadas em Seattle em outubro de 2002.

A técnica ganhou o prêmio “The Best Video Award – Basic Science Category” no American Society for Reproductive Medicine meeting e posteriormente foi  publicados nos Estados Unidos na Fertilily and Sterility (Vol 81, No 1, January 2004). Para revalidação da técnica, todo experimento foi realizado novamente em coelhos e publicados na Inglaterra sob o titulo de “Recovery of natural fertility after grafting of cryopreserved germinative tissue in female rebbits following radiotherapy” – Human Reproduction ( Vol.19, No6 pp.1287-1293, 2004.).

Em 2004 a equipe do Dr. Almodin obteve a autorização do Ministério da Saúde, através do CONEP parecer no 669/2004, para a realização em humanos.

Apesar da técnica já ter sido aplicada em vários países com sucesso, a equipe do Dr Almodin nunca conseguiu fazer o transplante no Brasil por não ter acesso às pacientes. Somente agora, Dr. Almodin e sua equipe, com Dra Paula Almodin e Dr. Rafael Radaelli, receberam duas irmãs gêmeas idênticas, Sra. Elisa Gerep de Morais, nutricionista e Mariana Gerep de Morais, turismóloga com 29 anos de idade.

Mariana apesar da pouca idade teve falência ovariana precoce e entrou em menopausa perdendo toda atividade hormonal e a fertilidade.  Até o momento a única opção que a Mariana teria seria fazer reposição hormonal para poder ter uma vida normal e em caso de desejar ter filhos, teria que optar somente pela adoção. Agora com a técnica desenvolvida pela equipe do Dr. Almodin, a irmã Elisa cederá parte de um dos ovários, que será transplantado e ela terá a oportunidade de recuperar a função hormonal e engravidar naturalmente.

Dr. Almodin relata que a técnica apesar de ter sido aplicada com sucesso em vários países, como Bélgica, França e Estados Unidos, ainda é considerada experimental e não se pode prever com exatidão os resultados. A maior preocupação seria de não ter como mensurar por quanto tempo o transplante funcionará. A equipe pretende transplantar parte do ovário doado e congelar outra parte para uso futuro

Fonte: maringa.odiario.com

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