Novo medicamento para Reprodução Assistida é lançado no Brasil afim de melhorar a ansiedade e o estresse das injeções, podendo beneficiar algumas mulheres

nova injeção brasilComeça a chegar às clínicas brasileiras de reprodução assistida um novo medicamento que pretende tornar o tratamento menos sofrido para as mulheres. A substância alfacorifolitropina, batizada comercialmente de Elonva, diminui o número de injeções necessárias para a fase de estimulação dos ovários.

No processo de reprodução assistida, as mulheres que estão tentando engravidar precisam receber um medicamento que contribui para o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Cada folículo libera um óvulo, com o qual os médicos posteriormente farão a fertilização. O medicamento mais utilizado atualmente, à base do FSH (hormônio folículo-estimulante), é eficiente, mas pressupõe que a paciente tome injeções diárias no período de 7 a 10 dias. Durante esse período, os responsáveis pelo tratamento acompanham o desenvolvimento dos folículos.

O novo medicamento também é à base de FSH, mas apenas uma aplicação substitui as sete primeiras injeções diárias da terapia padrão, o que diminui o desconforto das mulheres. Pesquisas clínicas mostraram que a chance de engravidar a partir desse tratamento é semelhante àquele com doses diárias. Porém, segundo os médicos, nem todas as pacientes poderão se beneficiar.

De acordo com Jorge Haddad Filho, Coordenador do Programa de Reprodução Assistida da Unifesp, a dose única pode resultar em hiperestímulo ovariano – quando o corpo responde de maneira exagerada ao estímulo hormonal. No caso das doses diárias, é mais fácil manter o controle sobre essa reação. Quando ela aparece, geralmente é preciso cancelar o ciclo.

Mas dá para prever quem terá hiperestímulo? “Se a mulher responde de modo moderado ou fraco ao tratamento comum pode usar o novo remédio. Se o médico já acompanhou um ciclo e sabe como o ovário está funcionando também é mais fácil prever. Mas para mulheres jovens, magras ou com ovário policístico eu não daria nunca [o novo medicamento]”, afirma Haddad. Isso porque esses três casos estão no grupo de risco para uma resposta mais acentuada à essa medicação. Ainda assim, no tratamento usual (com doses diárias) elas também precisam ser acompanhadas mais de perto.

Para Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida da Huntington Medicina Reprodutiva, o Elonva tem a vantagem de diminuir o estresse das pacientes. “Há descontinuidade do tratamento de até 30% das mulheres por causa das aplicações diárias”, diz. Mesmo com a promessa de resolver essa questão, ainda não dá para saber até que ponto ele substituirá a técnica anterior. Segundo Thais, as novas injeções começaram a ser disponibilizadas há cerca de duas semanas para os laboratórios e poucas pacientes tiveram acesso a elas. O novo tratamento não é mais caro que o tradicional e seu preço varia de R$ 1.850 a R$ 2.800.

Fonte Revista Crescer

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