Seja um doador de sêmen

Quer ajudar? Seja um doador de sêmen.

A doação de sêmen é um ato voluntário e altruísta, no qual um homem saudável e com uma qualidade boa de espermatozoides irá realizar a doação de suas células reprodutivas. Estas células serão utilizadas por centros de reprodução especializado, com a intenção de ajudar casais ou mulheres que buscam a maternidade.

Todos os processos realizados com os possíveis doadores acontecerão em um banco de sêmen, seja em uma clínica de reprodução ou em um banco propriamente dito sob responsabilidade destes profissionais.

O voluntário a doação preencherá um questionário, passará por exames de sangue e coleta de sêmen a fim de ser selecionado como doador. Assim que selecionado este deverá assinar um termo de Consentimento para doação de sua amostra. O número de coletas geralmente variam de 4-6 coletas.

Man and woman embrace in park workoutNo Brasil o doador será mantido em anonimato. As características necessárias reveladas serão: raça, ascendência, cor de pele, cor do cabelo e textura, cor dos olhos, altura e peso.

Quem o doador está ajudando?

  1. Casais heterossexuais com ausência, baixa concentração, baixa qualidade dos espermatozoides.
  2. Quando o pai pode transmitir distúrbios genéticos ou doenças contagiosas.
  3. Falhas repetidas nos tratamentos de reprodução assistida ao utilizar os espermatozoides do próprio casal.
  4. Mulheres sem parceiro masculino (produção independente) ou casais homoafetivos.

Quem pode ser doador de sêmen?
Voluntários saudáveis (exames laboratoriais sorológicos e microbiológicos negativados e cariótipo normal):

  • Maiores de idade até 45 anos;
  • Sem história de doença genética na família ou própria;
  • Sem malformações congênitas (lábio leporino/espinha bífida/hipospádia/malformação cardíaca, luxação congênita de quadril);
  • Sem histórico de doenças autossômico recessivo (albinismo/hemofilia) ou dominante (neurofibromatose/esclerose tuberosa);
  • Sem histórico de neoplasia maligna, diabetes juvenil, epilepsia, psicose, artrite reumatoide e doença coronariana precoce.

Uma grande quantidade de casais e mulheres já se beneficiou com este ato. Há mais de 20 anos que este programa está iniciado no mundo. De uma forma muito simples pode-se contribuir com a felicidade de muitas pessoas.

Algumas vezes as próprias clínicas de reprodução têm um banco de sêmen, hoje no Brasil temos alguns bancos como a Pro-seed, Androfert, Idéia Fértil, IPGO, Lab, etc…

 

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O Que Mudou Com a Nova Resolução em Reprodução Humana Assistida?

Human cloningA legislação em Reprodução Humana Assistida no Brasil está melhorando a cada dia em virtude do Conselho Federal de Medicina, como na semana passada quando renovou a Resolução nº 1.957/10 de 06 de janeiro de 2011,  para tentar harmonizar os processos realizados por casais com infertilidade.

Hoje existem muitos casais que questionam o porque de certas coisas e não de outra. Para cada procedimento existe um termo ou uma declaração que deve ser assinado pelas pessoas envolvidas no processo. Nesses contratos existem algumas falhas pela falta de consenso de resoluções e leis.  Deve-se sempre discutir as questões ditadas para o entendimento total do procedimento.

A nova resolução dispõe:

1.) Idade máxima para a realização de procedimentos de reprodução assistida (RA) é de 50 anos. A resolução dá a possibilidade de pedido ao CRM para a realização do procedimento, onde serão analisadas os riscos ao bebê e a mãe.

2.) É permitido o uso das técnicas de RA para relacionamentos homoafetivos e pessoas solteiras, respeitado o direito da objeção de consciência do médico.

3.) A idade limite para a doação de óvulos é de 35 anos e de espermatozoides é de 50 anos.

4.) É permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, onde doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA.  A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

5.) Os embriões criopreservados com mais de 5 (cinco) anos poderão ser descartados se esta for a vontade dos pacientes, e não apenas doados para pesquisas de células-tronco ou a outro casal infértil, conforme previsto na Lei de Biossegurança. A doação para pesquisa poderá ser realizada após um período de 3 (três) anos do congelamento. Há quem questione o fato do embrião não poder ser descartado, pelo embrião representar o início da vida. Segundo o Sisembrio (Anvisa), em 2011 chegamos a 26.283 embriões congelados só no Brasil, e isso tente a crescer mais e mais. O ideal seria a realização de ciclos com poucos óvulos, aumentando a qualidade e diminuindo o número de embriões congelados, mas assim a mulher teria que passar por todo o estresse da estimulação caso não conseguisse congelar embriões excedentes. Difícil esta decisão, mas desta forma não teríamos tantos embriões congelados por ano.

11ddl1983rf6.) As técnicas de RA também podem ser utilizadas para tipagem do sistema HLA do embrião, com o intuito de seleção de embriões HLA-compatíveis com algum filho(a) do casal já afetado por uma doença, doença esta que tenha como modalidade de tratamento efetivo o transplante de células-tronco ou de órgãos. Nesta resolução a técnica utilizada para essa seleção do embrião compatível será a biopsia embrionária ou diagnóstico genético pré-implantacional (PGD). Matéria exemplo Brasil: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/04/crianca-selecionada-geneticamente-doa-medula-e-cura-doenca-da-irma.html

7.)  As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família de um dos parceiros num parentesco consanguíneo até o quarto grau (primeiro grau – mãe; segundo grau – irmã/avó; terceiro grau – tia; quarto grau – prima), em todos os casos respeitada a idade limite de até 50 anos.

Ou seja, vitória no campo da reprodução. Quem trabalha nas clínicas sabe o quanto essa resolução vai auxiliar as pessoas, pois as regras devem existir, tanto na ciência, quanto nos tratamentos, afim de prosseguirmos em pró da vida.

Primeiro transplante de ovário do País acontece em Maringá

Maringá será sede de uma cirurgia inédita no Brasil, neste sábado (28). Às 7h, será feita a primeira cirurgia de transplante de ovário do País,  no Hospital São Marcos. O médico responsável pela intervenção é o Dr. Carlos Gilberto Almodin.

Almodin foi responsável pela primeira gestação de mulher em menopausa do Brasil. A cirurgia de transplante de ovário consumiu 12 anos de pesquisa com criopreservação de tecido germinativo (ovário) para restaurar a fertilidade.

Dr. Almodin iniciou as pesquisas em 1999 para restaurar a fertilidade em mulheres que estavam em menopausa precoce decorrente de falência ovariana, sendo está de origem genética ou causada por tratamento quimio e ou radioterápico. Em principio a técnica desenvolvida foi feita experimentalmente em ovelhas e os resultados foram apresentadas em Seattle em outubro de 2002.

A técnica ganhou o prêmio “The Best Video Award – Basic Science Category” no American Society for Reproductive Medicine meeting e posteriormente foi  publicados nos Estados Unidos na Fertilily and Sterility (Vol 81, No 1, January 2004). Para revalidação da técnica, todo experimento foi realizado novamente em coelhos e publicados na Inglaterra sob o titulo de “Recovery of natural fertility after grafting of cryopreserved germinative tissue in female rebbits following radiotherapy” – Human Reproduction ( Vol.19, No6 pp.1287-1293, 2004.).

Em 2004 a equipe do Dr. Almodin obteve a autorização do Ministério da Saúde, através do CONEP parecer no 669/2004, para a realização em humanos.

Apesar da técnica já ter sido aplicada em vários países com sucesso, a equipe do Dr Almodin nunca conseguiu fazer o transplante no Brasil por não ter acesso às pacientes. Somente agora, Dr. Almodin e sua equipe, com Dra Paula Almodin e Dr. Rafael Radaelli, receberam duas irmãs gêmeas idênticas, Sra. Elisa Gerep de Morais, nutricionista e Mariana Gerep de Morais, turismóloga com 29 anos de idade.

Mariana apesar da pouca idade teve falência ovariana precoce e entrou em menopausa perdendo toda atividade hormonal e a fertilidade.  Até o momento a única opção que a Mariana teria seria fazer reposição hormonal para poder ter uma vida normal e em caso de desejar ter filhos, teria que optar somente pela adoção. Agora com a técnica desenvolvida pela equipe do Dr. Almodin, a irmã Elisa cederá parte de um dos ovários, que será transplantado e ela terá a oportunidade de recuperar a função hormonal e engravidar naturalmente.

Dr. Almodin relata que a técnica apesar de ter sido aplicada com sucesso em vários países, como Bélgica, França e Estados Unidos, ainda é considerada experimental e não se pode prever com exatidão os resultados. A maior preocupação seria de não ter como mensurar por quanto tempo o transplante funcionará. A equipe pretende transplantar parte do ovário doado e congelar outra parte para uso futuro

Fonte: maringa.odiario.com

Casal Homoafetivo consegue autorização do Conselho de Medicina para realizar a técnica de Inseminação intra-uterina em Goiás

Um casal homoafetivo formado por duas mulheres conseguiu, junto ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), o direito de se submeter às técnicas de reprodução assistida. Na decisão inédita do Cremego, assinada pelo médico conselheiro parecerista Aldair Novato Silva, consta que uma delas poderá participar da gestação com a fertilização de seus próprios óvulos – a partir de inseminação artificial com sêmen de doador – e que os embriões poderão ser transferidos para o útero da companheira.

O pedido da assistente administrativa Michelle Almeida Generozo, 34 anos, e da professora Thaise Prudente, de 28, foi protocolado em 8 de junho de 2011, mas a decisão só saiu no dia 31 de maio deste ano. Segundo Michelle, ela será a doadora dos óvulos e a companheira Thaise é quem dará prosseguimento à gravidez.

Por problemas de saúde, Michelle não pode oferecer o óvulo para que fosse fecundado de imediato. Por isso, Thaise passou por um procedimento de inseminação artificial comum no último dia 29 de junho. O resultado para saber se a técnica de reprodução foi bem sucedida deve sair na sexta-feira (13). “Já estou me sentindo grávida”, afirma Thaise.

Mesmo não podendo doar seu óvulo para a geração do primeiro filho, Michelle já planeja o segundo herdeiro: “Nossa ideia inicial não foi realizada, mas na próxima vez queremos compartilhar a gravidez, eu fazendo a doação do óvulo e ela, a gestação”, planeja Michelle.

O sêmen que fecundou o óvulo de Thaise veio de um banco de espermatozoides de São Paulo. Esta, porém, foi apenas a primeira batalha vencida pelas futuras mães. O próximo passo é conquistar, na Justiça, a dupla maternidade da criança.

http://genicsmedicina.com.br/blog/2012/07/11/conselho-de-medicina-autoriza-casal-lesbico-a-fazer-inseminacao-em-go/

Portal G1

Sêmen de doador, discutindo a questão

A questão do uso de sêmen de doador por casais com problemas de infertilidade vem sendo discutido e utilizado com mais frequência nos ultimos anos. O uso do sêmen de doador pode ser por infertilidade masculina ou uma produção independente (mãe solteira).

No caso de infertilidade masculina, as causas se apresentam se: 1.) o homen possuir três amostras de espermogramas zerados, ou seja, sem nenhum espermatozóide no ejaculado indicando uma azoospermia. As causas da azoospermia estão ligadas a doenças congênitas ou adquiridas do hipotálamo, hipófise,  doenças aos orgãos periféricos resultando em uma alteração do eixo-hipotalâmico-hipófise, anorquia, disturbios genéticos, radiação, quimioterapia, vasectomia, caxumba etc. Não existe um exame indicativo se há ou não produção de espermatozóide no testículo, por isso antes de qualquer decisão como o uso de sêmen de doador é realizada uma cirurgia de aspiração ou biopsia de espermatozóides direto do testículo (TESA/TESE)  2.) Repetidas falhas de ICSI ou  desenvolvimento embrionário anormal devido a  anormalidades do sêmen, como por exemplo morfologia, motilidade e vitalidade.

A decisão é delicada. A presença de um pscicólogo é importante para demonstrar todas as partes da escolha realizada pelo casal ou receptora. Após a decisão, a clínica se responsabilizará em demonstrar as opções disponíveis nos bancos de sêmen (BTCG) e a origem da instituição fornecedora. Existe a possibilidade da própria clínica de reprodução humana assistida ter um banco de sêmen (BTCG 2). Para que o procedimento ocorra existe uma declaração de uso deste sêmen pelo casal.

Geralmente as características disponíveis são: cor da pele, tipo sanguíneo, ascendência, cor dos olhos, cor e textura dos cabelos, peso, altura,  estrutura óssea, profissão e hobby. O doador passa por uma série de exames médico-laboratoriais afim de ser liberado como doador.

DOADOR: Deve concordar em deixar sob o julgamento e discrição dos especialistas, a utilização de seu sêmen e aceitar que nunca irá procurar identificar a  receptora ou o casal receptor. A doação não pode ser remunerada no Brasil. Geralmente o doador realiza de três a seis coletas para serem armazenadas congeladas.

Considerando a orientação da Resolução nº 1358/92 do Conselho Federal de Medicina, o doador será excluído desta condição (de doador) após a obtenção de 2 (duas) gestações, de sexos diferentes, com o mesmo doador, numa área de um milhão de habitantes.

Útero de Substituição ou Barriga de Aluguel, é permitido? Quando?

Devido ao tipo de infertilidade, alguns casais tem como única opção a utilização de um útero de substituição.

Quando a mulher apresenta alguma doença autoimune descompensada, isoimunização grave, ou seja, quando a mãe é Rh+ e o Feto Rh – (ocorrendo a destruição de algumas células do feto, causando anemia), malformação uterina, ausência de útero, doença uterina,cardiopatia graves, entre outras, a indicação pelo médico do uso de útero de substituição é realizada.

No Brasil, a resolução 1.358/92 do Conselho Federal  de Medicina diz que as clínicas, centros ou serviços de reprodução humana podem usar técnicas de Reprodução Assistida para criarem a situação identificada como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contra-indique a gestação na doadora genética.

1 – As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, num parentesco até o quarto grau, sendo os demais casos sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina. (Resolução CFM nº 1.957/10)

2 – A doação temporária do útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.

“Mas admite exceções. Contudo, essa é uma norma profissional. Nada impede que o assunto seja levado à apreciação do Poder Judiciário, que poderá estabelecer, no caso concreto, outra determinação”, explica Fernando Campos Scaff, professor associado do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade (Conforme site Terra).

Então a prática é permitida somente de forma solidária e gratuita.

O ICSI/FIV é o tratamento indicado. Ocorre a sincronização da doadora com a receptora. No caso a doadora seria a mãe, que é estimulada através de FSH e LH, para a punção de seus oócitos. A receptora é o útero de substituição que será estimulada para o preparo e crescimento de seu endométrio através do estrogênio. No dia da punção da doadora (mãe), o pai recolhe seu sêmen, ocorre a fertilização in vitro e de 2-5 dias após é transferido o embrião a receptora, que já iniciou o uso de progesterona, hormônio essencial na manutenção da gravidez.

Existe também Termos e Consentimentos assinados pelas duas partes.

Não há como não saber que existe um mercado negro para isso. Na internet mulheres comercializam seus úteros por até 200mil. Por isso trabalhar com ética, valorizando a justiça, estaremos agindo com valores e respeito.

Legislação na Reprodução Humana Assistida

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

RESOLUÇÃO Nº 1.957, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010



ANEXO ÚNICO

NORMAS ÉTICAS PARA A UTILIZAÇÃO DAS TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA

I – PRINCÍPIOS GERAIS

1 – As técnicas de reprodução assistida (RA) têm o papel de auxiliar na resolução dos problemas de reprodução humana, facilitando o processo de procriação quando outras terapêuticas tenham se revelado ineficazes ou consideradas inapropriadas.

2 – As técnicas de RA podem ser utilizadas desde que exista probabilidade efetiva de sucesso e não se incorra em risco grave de saúde para a paciente ou o possível descendente.

3 – O consentimento informado será obrigatório a todos os pacientes submetidos às técnicas de reprodução assistida, inclusive aos doadores. Os aspectos médicos envolvendo as circunstâncias da aplicação de uma técnica de RA serão detalhadamente expostos, assim como os resultados obtidos naquela unidade de tratamento com a técnica proposta. As informações devem também atingir dados de caráter biológico, jurídico, ético e econômico. O documento de consentimento informado será expresso em formulário especial e estará completo com a concordância, por escrito, das pessoas submetidas às técnicas de reprodução assistida.

4 – As técnicas de RA não devem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo (sexagem) ou qualquer outra característica biológica do futuro filho, exceto quando se trate de evitar doenças ligadas ao sexo do filho que venha a nascer.

5 – É proibida a fecundação de oócitos humanos com qualquer outra finalidade que não a procriação humana.

6 – O número máximo de oócitos e embriões a serem transferidos para a receptora não pode ser superior a quatro. Em relação ao número de embriões a serem transferidos, são feitas as seguintes determinações:

a) mulheres com até 35 anos: até dois embriões;

b) mulheres entre 36 e 39 anos: até três embriões;

c) mulheres com 40 anos ou mais: até quatro embriões.

7 – Em caso de gravidez múltipla, decorrente do uso de técnicas de RA, é proibida a utilização de procedimentos que visem à redução embrionária.

II – PACIENTES DAS TÉCNICAS DE RA

1 – Todas as pessoas capazes, que tenham solicitado o procedimento e cuja indicação não se afaste dos limites desta resolução, podem ser receptoras das técnicas de RA desde que os participantes estejam de inteiro acordo e devidamente esclarecidos sobre o mesmo, de acordo com a legislação vigente.

III – REFERENTE ÀS CLÍNICAS, CENTROS OU SERVIÇOS QUE APLICAM TÉCNICAS DE RA

As clínicas, centros ou serviços que aplicam técnicas de RA são responsáveis pelo controle de doenças infectocontagiosas, coleta, manuseio, conservação, distribuição, transferência e descarte de material biológico humano para a paciente de técnicas de RA, devendo apresentar como requisitos mínimos:

1 – um diretor técnico responsável por todos os procedimentos médicos e laboratoriais executados, que será, obrigatoriamente, um médico registrado no Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição.

2 – um registro permanente (obtido por meio de informações observadas ou relatadas por fonte competente) das gestações, nascimentos e malformações de fetos ou recém-nascidos, provenientes das diferentes técnicas de RA aplicadas na unidade em apreço, bem como dos procedimentos laboratoriais na manipulação de gametas e embriões.

3 – um registro permanente das provas diagnósticas a que é submetido o material biológico humano que será transferido aos pacientes das técnicas de RA, com a finalidade precípua de evitar a transmissão de doenças.

IV – DOAÇÃO DE GAMETAS OU EMBRIÕES

1 – A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial.

2 – Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.

3 – Obrigatoriamente será mantido o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores. Em situações especiais, as informações sobre doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do doador.

4 – As clínicas, centros ou serviços que empregam a doação devem manter, de forma permanente, um registro de dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores.

5 – Na região de localização da unidade, o registro dos nascimentos evitará que um(a) doador(a) venha a produzir mais do que uma gestação de criança de sexo diferente numa área de um milhão de habitantes.

6 – A escolha dos doadores é de responsabilidade da unidade. Dentro do possível deverá garantir que o doador tenha a maior semelhança fenotípica e imunológica e a máxima possibilidade de compatibilidade com a receptora.

7 – Não será permitido ao médico responsável pelas clínicas, unidades ou serviços, nem aos integrantes da equipe multidisciplinar que nelas trabalham participar como doador nos programas de RA.

V – CRIOPRESERVAÇÃO DE GAMETAS OU EMBRIÕES

1 – As clínicas, centros ou serviços podem criopreservar espermatozóides, óvulos e embriões.

2 – Do número total de embriões produzidos em laboratório, os excedentes, viáveis, serão criopreservados.

3 – No momento da criopreservação, os cônjuges ou companheiros devem expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que será dado aos pré-embriões criopreservados em caso de divórcio, doenças graves ou falecimento de um deles ou de ambos, e quando desejam doá-los.

VI – DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE EMBRIÕES

As técnicas de RA também podem ser utilizadas na preservação e tratamento de doenças genéticas ou hereditárias, quando perfeitamente indicadas e com suficientes garantias de diagnóstico e terapêutica

1 – Toda intervenção sobre embriões “in vitro”, com fins diagnósticos, não poderá ter outra finalidade que não a de avaliar sua viabilidade ou detectar doenças hereditárias, sendo obrigatório o consentimento informado do casal.

2 – Toda intervenção com fins terapêuticos sobre embriões “in vitro” não terá outra finalidade que não a de tratar uma doença ou impedir sua transmissão, com garantias reais de sucesso, sendo obrigatório o consentimento informado do casal.

3 – O tempo máximo de desenvolvimento de embriões “in vitro” será de 14 dias.

VII – SOBRE A GESTAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO (DOAÇÃO TEMPORÁRIA DO ÚTERO)

As clínicas, centros ou serviços de reprodução humana podem usar técnicas de RA para criarem a situação identificada como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contra-indique a gestação na doadora genética.

1 – As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, num parentesco até o segundo grau, sendo os demais casos sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina.

2 – A doação temporária do útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.

VIII – REPRODUÇÃO ASSISTIDA POST MORTEM

Não constitui ilícito ético a reprodução assistida post mortem desde que haja autorização prévia específica do(a) falecido(a) para o uso do material biológico criopreservado, de acordo com a legislação vigente.