Curiosidades sobre o Cromossomo Y

11 fatos sobre o CromossomoY

Anúncios

Stress e Infertilidade

Parents and newborn baby

Segue um texto bem legal sobre esse sentimento que vivenciamos rotineiramente no mundo moderno e o que isso pode afetar o alcance da gravidez.

Stress é uma palavra vastamente usada nos dias de hoje para determinar desde uma reação a situações incômodas ou de risco, até o completo esgotamento emocional. A relação entre stress e infertilidade ainda carece de muitos estudos, já que nada do que se sabe até agora oferece provas conclusivas. Ainda assim, a controvérsia é vencida pela prática diária, quando casais que têm seus níveis de ansiedade controlados passam a responder ao tratamento de fertilização in vitro com mais sucesso.

A ciência ainda busca elementos que comprovem (ou não) que o stress pode causar infertilidade. Entre as prováveis causas da infertilidade psicogênica, encontramos ansiedade inconsciente sobre a sexualidade, sentimentos ambivalentes quanto à maternidade, complexos de Édipo mal resolvidos (relação com a mãe), ou ainda conflitos relacionados à identidade sexual.

Pesquisadores modernos, que se empenham na investigação psicológica em complemento aos avanços da endocrinologia reprodutiva, revelam que quase não há evidências relacionando fatores ligados à personalidade com infertilidade. Por ora, não se justifica que a ansiedade seja encarada como mais uma sensação de ‘culpa’ para os cônjuges.

Do ponto de vista biológico, a história é outra. Como o hipotálamo regula tanto a resposta ao stress, como a resposta sexual, os impactos são mais evidentes. Stress em excesso pode levar à completa supressão do ciclo menstrual. Em casos menos graves, a glândula pituitária produz uma quantidade maior do hormônio prolactina, podendo desregular a menstruação.

No homem, o stress leva à redução da quantidade de esperma e de volume do sêmen. O excesso de ansiedade muitas vezes pode resultar em falta de libido e de ereção. No auge do estresse, a pessoa também pode vir a sentir palpitações, dores musculares, sensação de falta de ar, tontura, suor excessivo, extremidades frias e fadiga intensa, o que acaba provocando momentos de crise conjugal entre os companheiros.

Nos Estados Unidos, calcula-se que 18 milhões de homens sofram de disfunção erétil. Na América Latina, esse número cai para 10 milhões. Ainda assim, o aumento de casos clínicos preocupa a classe médica.

Muitos pesquisadores se detêm no stress gerado durante os tratamentos de fertilização in vitro. Há estudos que revelam, inclusive, que os níveis de ansiedade e angústia pelos quais a mulher passa durante o tratamento são comparáveis aos de quem enfrenta doenças graves como o câncer.

Para controlar esses níveis de ansiedade a cada tentativa de engravidar, a acupuntura tem socorrido os casais, especialmente as mulheres, com sucesso. No Brasil, a terapia de origem chinesa vem sendo empregada com sucesso há pelo menos três anos em algumas clínicas de reprodução assistida.

No último encontro anual promovido pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Washington (Estados Unidos), foi apresentado um importante trabalho sobre o tema. Em dois anos, 51% das pacientes que se submeteram à acupuntura durante o tratamento de reprodução assistida em nossa clínica engravidaram, contra 21% daquelas que não foram submetidas à terapêutica.

shutterstock_110115233Os resultados têm sido animadores. A acupuntura eleva o fluxo de sangue no útero, aumentando a espessura endometrial e melhorando a receptividade aos embriões. Além disso, pela liberação das endorfinas no sistema nervoso central, diminui o estresse emocional e a ansiedade, regulando os hormônios femininos. Se a terapia não é capaz de pôr fim ao stress, pelo menos tem sido muito útil no controle das emoções.

Outros recursos importantes são a psicoterapia e os grupos de apoio. Hoje, sabemos que muito do estado físico de uma pessoa passa por considerações da dimensão psicológica e emocional. Cada vez está mais evidente a natureza psicossomática da existência humana. Muitas são as doenças, quer se manifestem no corpo ou na mente, que resultam de desequilíbrios existenciais e de soluções inadequadas de vida.

Se, na psicoterapia, você conta com a ajuda de um profissional habilitado para ajudar a identificar e superar padrões de pensamentos negativos, os grupos de apoio oferecem um suporte emocional de pessoas que estão passando ou já passaram pelos mesmos problemas. Os dois recursos, assim como a acupuntura, têm efeitos benéficos durante os tratamentos de infertilidade e devem ser considerados em conjunto com os tratamentos clínicos.

fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/stress-e-infertilidade/

Fertilidade X Estações do Ano

CURIOSIDADE

Estações-do-AnoExistem trabalhos que reportam relações entre as estações do ano e a fertilidade dos casais. Por que no verão nascem menos bebês de que no inverno?
Isso pode estar relacionado diretamente ao homem, principalmente porque os níveis de testosterona circulante nos homem possuem variações sazonais, aonde no inverno se têm um alta produção deste hormônio e no verão uma baixa produção.
Esta mudança normalmente está relacionada ao fotoperíodo nessas estações. A melatonina é sintetizada e liberada de forma rítmica, no período de escuridão do ciclo dia-noite. A sua produção é controlada por um sistema endógeno circadiano e é suprimida pela luz. A duração da secreção pulsátil de melatonina aumenta com a duração da noite, promovendo dessa maneira um calendário interno que regula ciclos sazonais na esperma-e-geralmente-mais-saudavel-no-inreprodução e outras funções nas espécies fotoperiódicas. O aumento no período diário de secreção de melatonina está associado com a diminuição na liberação de GnRH, conseqüentemente ocorre a regressão das gônadas de mamíferos de estacionalidade reprodutiva em dias
longos. Interessante!

Técnica em fase preliminar pode auxiliar mulheres com baixa ou nenhuma produção de óvulos

Baby boy and fatherUma mulher de 30 anos com problemas de fertilidade conseguiu dar à luz após ter seus ovários removidos por cientistas, que trataram os tecidos em laboratório e os reimplantaram no organismo.

A técnica experimental só foi testada em um pequeno grupo de mulheres no Japão que tinham um tipo específico de problema de fertilidade, mas os pesquisadores esperam que ela também possa ajudar mulheres na faixa dos 40 anos que estejam tendo problemas para engravidar por conta da idade.

A nova mamãe deu à luz um menino em Tóquio em dezembro. Ela e a criança permanecem saudáveis até agora, afirmou Kazuhiro Kawamura, médico da Escola de Medicina da Universidade Santa Mariana, em Kawasaki, no Japão. Kawamura e colegas descrevem essa técnica na edição online da revista especializada PNAS.

A mãe, que não é identificada no artigo, foi diagnosticada com uma insuficiência primária nos ovários, uma forma incomum de infertilidade que é chamada em alguns casos de menopausa prematura. O problema atinge cerca de 1% das mulheres em idade fértil.

A maioria dos casos tem origem desconhecida, mas o resultado é que os ovários acabam com problemas para produzir óvulos. Isso deixa a mulher com apenas de cinco a dez por cento de chances de ter um bebê sem tratamento. O procedimento padrão é usar óvulos doados.

ICSI1Após o procedimento experimental, Kawamura e seus colegas conseguiram recuperar os óvulos de cinco de suas 27 pacientes. Uma delas sofreu um aborto espontâneo, uma não ficou grávida e outras duas ainda não tentaram engravidar, afirmou Kawamura via e-mail.

A abordagem difere daquilo que é feito para preservar a fertilidade em alguns pacientes de câncer. Nesses casos, tecidos normais de ovário são removidos e armazenados enquanto a pessoa passa por tratamento. Depois do término dos procedimentos, os tecidos são reimplantados.

O novo método é diferente, pois envolve ovários que já tinham problemas para funcionar normalmente.

No ovário, os óvulos amadurecem em estruturas chamadas folículos. Para mulheres com o problema de fertilidade testado no trabalho, os folículos ou não existem ou estão falhando na produção de óvulos. O tratamento experimental foi desenhado para estimular os folículos adormecidos.

C0069305-Cattle_breeding_research-SPLPrimeiro, os ovários das mulheres foram removidos e cortados em tiras, que foram então congeladas. Mais tarde, as tiras foram descongeladas e cortadas em pequenos cubos, uma etapa que tem a intenção de estimular a maturação dos folículos. Em seguida, os cubos foram tratados com medicamentos para estimular ainda mais o desenvolvimento dos folículos. Os cubos foram então transplantadas sob a superfície das tubas uterinas (anteriormente conhecidas como trompas de falópio) das mulheres.

Em seis meses, oito mulheres mostraram sinais de maturação folicular, e cinco delas produziram óvulos para serem usados em fertilizações in vitro com esperma de seus maridos. Os óvulos fertilizados foram desenvolvidos até embriões em estágios iniciais, que foram então preservados congelados.

Nas três tentativas de fertilização feitas, um ou dois embriões eram implantados nas mulheres.

Os pesquisadores viram que metade das 27 pacientes não tinham mesmo folículos, o que significou que o tratamento não podia mesmo ajudá-las, afirmou Aaron Hsueh, da Universidade Stanford e autor sênior do estudo. Ele também afirmou que os pesquisadores esperam encontrar uma forma de estimular os folículos sem precisar remover os ovários.

Sherman Silber, do Centro de Infertilidade de St Louis, criticou a abordagem, afirmando que ele conseguiu sucesso pelo uso de medicamentos ao invés de cirurgia Silber também discordou dos pesquisadores nas explicações para o sucesso do tratamento.

Alguns outros especialistas afirmaram que é comum que o tratamento com drogas não funcionem.

Os cientistas foram cautelosos com os novos resultados, que devem ser vistos como preliminares

“O tratamento é muito promissor, mas eu não acho que isso esteja nem perto de ser usado como rotina”, disse Mark Sauer, do Centro Médico da Universidade Columbia, em Nova York.

Amber Cooper, da Universidade Washington em St Louis, chamou a técnica de “um método bastante preliminar”.

ovarios foliculos“Um sucesso não significa que nós temos um novo tratamento…. Fiquem ligados”, afirmou ele.

Cooper e outros também estão céticos com a sugestão dos pesquisadores de que o procedimento possa ajudar mulheres entre 40 e 45 anos de idade. Óvulos de mulheres dessa idade em geral mostram anormalidades genéticas, muitas que podem impedir que os bebês nasçam vivos, afirmou Marcelle Ceddars da Universidade da Califórnia em San Francisco Segundo ela, estimular a produção de óvulos não iria resolver essa questão da qualidade dos óvulos.

 

Folha de São Paulo – 30/09/2013

Novo medicamento para Reprodução Assistida é lançado no Brasil afim de melhorar a ansiedade e o estresse das injeções, podendo beneficiar algumas mulheres

nova injeção brasilComeça a chegar às clínicas brasileiras de reprodução assistida um novo medicamento que pretende tornar o tratamento menos sofrido para as mulheres. A substância alfacorifolitropina, batizada comercialmente de Elonva, diminui o número de injeções necessárias para a fase de estimulação dos ovários.

No processo de reprodução assistida, as mulheres que estão tentando engravidar precisam receber um medicamento que contribui para o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Cada folículo libera um óvulo, com o qual os médicos posteriormente farão a fertilização. O medicamento mais utilizado atualmente, à base do FSH (hormônio folículo-estimulante), é eficiente, mas pressupõe que a paciente tome injeções diárias no período de 7 a 10 dias. Durante esse período, os responsáveis pelo tratamento acompanham o desenvolvimento dos folículos.

O novo medicamento também é à base de FSH, mas apenas uma aplicação substitui as sete primeiras injeções diárias da terapia padrão, o que diminui o desconforto das mulheres. Pesquisas clínicas mostraram que a chance de engravidar a partir desse tratamento é semelhante àquele com doses diárias. Porém, segundo os médicos, nem todas as pacientes poderão se beneficiar.

De acordo com Jorge Haddad Filho, Coordenador do Programa de Reprodução Assistida da Unifesp, a dose única pode resultar em hiperestímulo ovariano – quando o corpo responde de maneira exagerada ao estímulo hormonal. No caso das doses diárias, é mais fácil manter o controle sobre essa reação. Quando ela aparece, geralmente é preciso cancelar o ciclo.

Mas dá para prever quem terá hiperestímulo? “Se a mulher responde de modo moderado ou fraco ao tratamento comum pode usar o novo remédio. Se o médico já acompanhou um ciclo e sabe como o ovário está funcionando também é mais fácil prever. Mas para mulheres jovens, magras ou com ovário policístico eu não daria nunca [o novo medicamento]”, afirma Haddad. Isso porque esses três casos estão no grupo de risco para uma resposta mais acentuada à essa medicação. Ainda assim, no tratamento usual (com doses diárias) elas também precisam ser acompanhadas mais de perto.

Para Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida da Huntington Medicina Reprodutiva, o Elonva tem a vantagem de diminuir o estresse das pacientes. “Há descontinuidade do tratamento de até 30% das mulheres por causa das aplicações diárias”, diz. Mesmo com a promessa de resolver essa questão, ainda não dá para saber até que ponto ele substituirá a técnica anterior. Segundo Thais, as novas injeções começaram a ser disponibilizadas há cerca de duas semanas para os laboratórios e poucas pacientes tiveram acesso a elas. O novo tratamento não é mais caro que o tradicional e seu preço varia de R$ 1.850 a R$ 2.800.

Fonte Revista Crescer

Nova Droga Testada Contra o Câncer é Menos Tóxico Para a Fertilidade Feminina

menina-com-cancerCientistas da Northwestern Medicine, nos EUA, desenvolveram um novo medicamento quimioterápico na forma de nanopartículas que é menos tóxico para a fertilidade de uma mulher jovem, mas mais eficaz no combate ao câncer.

“Nosso principal objetivo é criar drogas inteligentes que matam o câncer, mas não causam esterilidade em mulheres jovens”, afirma a co-investigadora Teresa Woodruff.

Segundo os pesquisadores, esta é a primeira droga anticâncer testada, enquanto em desenvolvimento, para seu efeito sobre a fertilidade utilizando um novo teste in vitro.

Ilustração Fellipe Ernesto

A equipe, liderada por Richard Ahn, concebeu um novo ensaio in vitro rápido que prediz a toxicidade de um medicamento de quimioterapia para a fertilidade e pode ser facilmente usado para testar outros medicamentos contra o câncer em desenvolvimento, bem como os já existentes. Atualmente, o teste da toxicidade de drogas contra o câncer sobre a fertilidade é um processo que custa tempo e recursos.

Os cientistas esperam que a integração do desenvolvimento de medicamentos e testes de toxicidade reprodutiva seja o início de uma nova era em que as drogas da quimioterapia são desenvolvidas com um olho em seu fertotoxity (toxicidade sobre a fertilidade). Conforme as taxas de sobrevivência do câncer aumentam, o efeito dos tratamentos sobre a fertilidade é criticamente importante para muitos pacientes jovens.

A pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.

Cavalo de Tróia

O medicamento de quimioterapia, trióxido de arsênico, é embalado em um ‘ cavalo de Tróia’ muito pequeno, que consiste de nanopartículas de arsênico densamente cristalizadas e encapsuladas em uma bolha de gordura. A bolha de gordura, lipossoma, disfarça a carga mortal de meio milhão de moléculas da droga.

Woman taking medication“É preciso atingir o tumor de forma violenta com uma dose significativa de arsênio, mas ao mesmo tempo, evitar a exposição do tecido normal ao fármaco. A bolha de gordura é muito menor que a célula humana média. É o tamanho perfeito para escorregar através de buracos nos vasos sanguíneos com vazamento que rapidamente crescem para alimentar os tumores. O ambiente local do tumor é ligeiramente ácido, é iste que faz com que as nanopartículas liberem a carga de droga e entreguem uma dose altamente eficaz do arsênio, onde ele é necessário.

De acordo com os cientistas, esta abordagem para embalagem e entrega do fármaco ativo tem o efeito desejado sobre as células tumorais, mas evita danos ao tecido do ovário, folículos ou ovos.

Embora a droga seja suave sobre a fertilidade, é feroz sobre o câncer. Quando testada contra o linfoma, foi mais potente do que o fármaco na sua forma livre tradicional.

“A droga foi projetada para maximizar sua eficácia, mas reduzir fertotoxicity. Muitos medicamentos contra o câncer causam esterilidade, por isso o trato reprodutivo é realmente importante nas novas etapas de concepção de medicamentos. Outros sistemas do corpo ficam melhor quando as pessoas param de tomar a droga, mas a fertilidade você não pode recuperar”, afirmam os autores.

Trióxido de arsênico foi aprovado há alguns anos para o tratamento de alguns tipos de cânceres do sangue, como leucemia em humanos, mas a equipe acredita que as nanopartículas de trióxido de arsênico podem ser usadas contra o câncer de mama e outros tumores sólidos.

Close up of infant on bedEm uma pesquisa pré-clínica publicada anteriormente, nanopartículas foram eficazes na redução do crescimento do tumor em câncer de mama triplo-negativo, que muitas vezes não responde bem à quimioterapia tradicional e tem uma taxa baixa de sobrevida.

Teste Rápido para a fertotoxicity

Woodruff foi capaz de mostrar os primeiros efeitos da droga sobre a fertilidade, usando uma cultura in vitro de folículo e um teste rápido e simples que ela desenvolveu.

Ela comparou a fertotoxicity da nanopartícula e da droga livre e descobriu que a nanopartícula foi muito menos tóxica para a fertilidade feminina do que a droga livre no modelo experimental.

“O sistema pode ser adaptado facilmente para qualquer droga contra o câncer em desenvolvimento. Conforme essa nova droga avança em desenvolvimento, podemos dizer que esta é uma boa droga para jovens pacientes do sexo feminino com câncer que estão preocupadas com a fertilidade”, conclui Woodruff

Isaude.net

10% das mulheres sofrem de depressão durante o processo de estimulação ovariana para FIV, diz estudo

Taking a tabletA maioria dos casais que querem um filho parecem enfrentar o novo desafio com entusiasmo e emoção. Esse entusiasmo começa a diminuir como o passar dos meses quando a gravidez não vem. Tendo conhecimento do problema de fertilidade e a necessidade de recorrer a reprodução assistida, 10,1% das mulheres irão experimentar a depressão durante o tratamento hormonal antes da coleta dos oócitos para fertilização in vitro (FIV), diz estudo. O desejo tão importante como ser mãe, faz com que 10,1% das mulheres sintam-se deprimidas durante a primeira parte do tratamento. A ansiedade é ainda mais presente, e afeta 22,2% dos pacientes. Este foi o primeiro estudo indicando a frequência de ansiedade e depressão em mulheres submetidas a estimulação ovariana realizado na Espanha.

“A pesquisa incluiu 532 mulheres em tratamento de fertilização in vitro (FIV). A novidade deste estudo é precisamente o tempo em que foi analisado: outros estudos mediram o impacto psicológico de reprodução assistida no paciente em outras fases do tratamento, mas esta pesquisa é definida no período de estimulação ovariana para a coleta posterior de oócitos. 

Existem outras fases do tratamento, como a transferência de embriões, em que o surgimento da ansiedade é bastante evidente: após a transferência as mulheres esperam mais um tempo para a saída do beta HCG que pode indicar o não alcanço da gravidez desejada, mas o trabalho queria saber o impacto psicológico sem viés “, disse Isidoro Bruno, diretor da Unidade de Reprodução Assistida do Hospital Universitário Monteprincipe e investigador do estudo.

O psicologo do centro de reprodução esteve presente nos tratamentos  desde o início,  “os níveis de ansiedade e depressão  dos pacientes de infertilidade  são comparáveis ​​aos de pacientes com câncer ou dor crônica”, diz Bruno . Segundo ele, até mesmo a infertilidade leva a um estigma e os pacientes são muito vulneráveis ​​aos comentários de familiares e amigos, que não hesitam falar sobre o assunto. 

 

maos_dadasEstes resultados levam-nos a repensar no processo de estimulação ovariana buscando ciclos mais curtos de injeção dos hormônios. Na verdade, existem medicamentos que estimulam até sete dias e suficiente com uma única injeção, mas seu uso não pode ser recomendado ainda amplamente, o que também seria positivo , reduzindo o número de ultrassons para controle,  obtendo um bom acompanhamento, sem a necessidade de as mulheres tenham que visitar seu especialista, muitas vezes.

De qualquer forma, o apoio psicológico deve permanecer ativo para alguns pacientes submetidos a tratamentos de reprodução assistida, apesar de análises publicadas no British Medical Journal em 2011 concluir que os fatores de sofrimento psíquico não afetam o sucesso de técnicas de reprodução assistida.

 

Fonte www.invitrotv.com