Assisted Hatching

AHA capacidade de desenvolvimento e implantação no útero de um embrião está relacionada a qualidade proveniente dos gametas feminino (óvulo) e masculino (espermatozoide), bem como a qualidade peculiar interna, genética e citoplasmática das células do embrião.
Alguns embriões normais com potencial total de desenvolvimento, têm dificuldade com a implantação no momento do hatching, ou seja, no momento da saída dele de dentro da camada de orientação, proteção e nutrição, chamada de zona pelúcida, com destino a parede do fundo do útero.

A zona pelúcida é estruturalmente e funcionalmente importante  durante a fertilização e implantação. É composta por glicoproteínas, carboidratos e proteínas (ZPs), ajudando na ligação, indução da reação acrossômica e promoção da fusão do espermatozoide ao óvulo. Ajuda também no bloqueio da poliespermia (entrada de mais de 1 espermatozoide no óvulo), previne que as células do embrião se disperse e ajuda no transporte do óvulo/embrião pelas tubas uterinas. Também evita o contato da célula com outras células (epiteliais, leucócitos, etc…). Ela é essencial no desenvolvimento inicial do embrião, principalmente na compactação, uma vez compactado, a zona pelúcida não será mais essencial. Essa zona pelúcia naturalmente pode endurecer e ficar mais rígida, para assegurar a proteção do embrião a agentes externos.

Esse processo de abertura pode ser feito no laboratório artificialmente, através da perfuração da zona pelúcida por um laser, chamada assisted hatching (AH). A técnica pode ser utilizada em casos especiais como, mulheres com idade avançada, embriões descongelados, falha repedidas de implantação e óvulos com zona pelúcida (ZP) espessa. A técnica também é utilizada para a realização da biopsia embrionária, onde é realizada a perfuração da ZP para a retirada de células para estudo genético.

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Cuidar bem

MaosDadasAo escutar o diagnóstico da infertilidade, o casal tem a sensação de perda da saúde física, social, espiritual e psicológica, e até de forma temporária uma alteração na atratividade sexual, como perda da feminilidade e/ou masculinidade. O apoio nesse momento é essencial, tanto do casal para o casal, como dos especialistas da clínica para com o casal.
O planejamento da família é natural, e quando esse processo é barrado, a frustração acontece. O que pode auxiliar em todo o processo é o acompanhamento por profissionais psicólogos, aonde será mostrado a importância do objetivo em comum dos dois e do suporte que um deve dar ao outro, já que os resultados não são 100%, amenizando a ansiedade desse casal, ajudando a entender as expectativas do tratamento e dos resultados

Fertilidade X Estações do Ano

CURIOSIDADE

Estações-do-AnoExistem trabalhos que reportam relações entre as estações do ano e a fertilidade dos casais. Por que no verão nascem menos bebês de que no inverno?
Isso pode estar relacionado diretamente ao homem, principalmente porque os níveis de testosterona circulante nos homem possuem variações sazonais, aonde no inverno se têm um alta produção deste hormônio e no verão uma baixa produção.
Esta mudança normalmente está relacionada ao fotoperíodo nessas estações. A melatonina é sintetizada e liberada de forma rítmica, no período de escuridão do ciclo dia-noite. A sua produção é controlada por um sistema endógeno circadiano e é suprimida pela luz. A duração da secreção pulsátil de melatonina aumenta com a duração da noite, promovendo dessa maneira um calendário interno que regula ciclos sazonais na esperma-e-geralmente-mais-saudavel-no-inreprodução e outras funções nas espécies fotoperiódicas. O aumento no período diário de secreção de melatonina está associado com a diminuição na liberação de GnRH, conseqüentemente ocorre a regressão das gônadas de mamíferos de estacionalidade reprodutiva em dias
longos. Interessante!

Espermatozoides e os efeitos negativos das medicações

3a5tqnt6u1iutrukt401rbr95Existem algumas medicações que estão relacionadas as causas de infertilidade ou alterações nos parâmetros seminais de homens. Por isso, é extremamente importante relatar o uso de medicação ao seu médico ou ao laboratório, durante exames diagnósticos ou pré- tratamentos.

Abaixo estarão relacionados as medicações e seus efeitos sobre a produção dos espermatozoides.

1.) Antibióticos:

Nitrofurantoína (diminuí a concentração espermática e ocasiona alterações na produção dos espermatozoides) Eritromicina (prejudica a motilidade dos espermatozoides) Gentamicina (alterações na produção dos espermatozoides) Neomicina (diminuí a concentração e motilidade espermática) Clortetraciclina (efeito negativo sobre a motilidade espermática) Sulfassalazina (diminuí a concentração, motilidade e morfologia espermática) Co-Trimoxazole (diminuí a concentração, motilidade e morfologia espermática). Estudos em animais: Espiramicina (alterações na maturação dos espermatozoides) Lincomicina (diminuí a motilidade espermática) Tilosina (diminuí a motilidade espermática) Penicilina G (alterações na maturação dos espermatozoides) Cefalotina (alterações na maturação dos espermatozoides) Ampicilina (diminuí a capacidade de fertilização dos espermatozoides) Dicloxacilina (diminuí motilidade espermática) Quinolonas (diminuí a motilidade espermática).

2.) Outras Medicações:

Cimetidina (*tratamento de úlcera): diminuí a concentração dos espermatozoides; Colchicina (*anti-inflamatório/gota): azoospermia; Corticosteróides (*anti-inflamatório): diminuí a concentração e motilidade espermática; Acetato de Ciproterona (*anti-andrógeno/tratamento de câncer de próstata): atrofia testicular e diminuí a motilidade espermática; Danazol (*angioedema): atrofia testicular e alterações na maturação dos espermatozoides; Finasterida (*tratamento de calvície): alterações na produção dos espermatozoides; Gossipol (*anti-concepcional masculino): diminuí a motilidade espermática e ocasiona azoospermia; Halotano (*anestésico inalatório): diminuí a motilidade espermática; Cetoconazol (*anti-fúngico): diminuí a produção dos espermatozoide; Anestésicos locais: diminuí a motilidade espermática; Metadona (*tratamento anti-drogas): diminuí a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides; Neurolépticos (*anti-psicóticos): diminuí concentração, vitalidade e motilidade dos espermatozoides; Niridazole (*tratamento de parasitose): diminuí a produção dos espermatozoides; Fenitoína (*anti-convulsionante): diminuí a motilidade dos espermatozoides; Quinina (*funções antitérmicas, antimaláricas e analgésicas): diminuí a motilidade dos espermatozoides; Espirolactona (*tratamento de hipertensão): diminuí a concentração espermática.

Three sperm cells swimming in the search of an eggA maioria dessas medicação possuem um efeito reversível. Algumas medicações também estão relacionadas a impotência (falha de ereção), ejaculação retrógrada, inibição da ejaculação, priapismo (não retorno do pênis ao estado frágil), orgasmos espontâneos e diminuição ou perda da libido.

3.) Radioterápicos e quimioterápicos:

O efeito negativo da radioterapia está sobre células jovens de espermatozoides ou seja aquelas células que são precursoras dos espermatozoides, que formarão eles. Aparentemente as células de Leydig que produzem a testosterona estariam protegidas deste efeito.

Os efeitos negativos da quimioterapia dependerá da dose, duração, número e tipo das drogas utilizadas no tratamento. Alguns citostáticos que são utilizados nestes tratamentos podem gerar um efeitos negativo na produção e maturação dos espermatozoides: (busulfan/chlorambucil/cyclophosphamide/cytarabine/corticoteroides/doxorubicine/methotrexate/nitrogen mustard/procarbazine/vinblastine/vincristine) e as combinações: ABVD (doxorubicin/bleomycin/vinblastine/dacarbazine), CDDP (vinblastine/bleomycin/cisplatin), MOPP (nitrogen mustard/vincristine/prednisolone/procarbazine) e MVPP (nitrogen mustard/vinblastine/prednisolone/procarbazine).

A indicação do congelamento seminal para a preservação da fertilidade é realizada para estes pacientes, antes do início das medicações, visto que o estado de produção dos espermatozoides pode diminuir ou parar, deixando este homem infértil ou estéril.

 

Seja um doador de sêmen

Quer ajudar? Seja um doador de sêmen.

A doação de sêmen é um ato voluntário e altruísta, no qual um homem saudável e com uma qualidade boa de espermatozoides irá realizar a doação de suas células reprodutivas. Estas células serão utilizadas por centros de reprodução especializado, com a intenção de ajudar casais ou mulheres que buscam a maternidade.

Todos os processos realizados com os possíveis doadores acontecerão em um banco de sêmen, seja em uma clínica de reprodução ou em um banco propriamente dito sob responsabilidade destes profissionais.

O voluntário a doação preencherá um questionário, passará por exames de sangue e coleta de sêmen a fim de ser selecionado como doador. Assim que selecionado este deverá assinar um termo de Consentimento para doação de sua amostra. O número de coletas geralmente variam de 4-6 coletas.

Man and woman embrace in park workoutNo Brasil o doador será mantido em anonimato. As características necessárias reveladas serão: raça, ascendência, cor de pele, cor do cabelo e textura, cor dos olhos, altura e peso.

Quem o doador está ajudando?

  1. Casais heterossexuais com ausência, baixa concentração, baixa qualidade dos espermatozoides.
  2. Quando o pai pode transmitir distúrbios genéticos ou doenças contagiosas.
  3. Falhas repetidas nos tratamentos de reprodução assistida ao utilizar os espermatozoides do próprio casal.
  4. Mulheres sem parceiro masculino (produção independente) ou casais homoafetivos.

Quem pode ser doador de sêmen?
Voluntários saudáveis (exames laboratoriais sorológicos e microbiológicos negativados e cariótipo normal):

  • Maiores de idade até 45 anos;
  • Sem história de doença genética na família ou própria;
  • Sem malformações congênitas (lábio leporino/espinha bífida/hipospádia/malformação cardíaca, luxação congênita de quadril);
  • Sem histórico de doenças autossômico recessivo (albinismo/hemofilia) ou dominante (neurofibromatose/esclerose tuberosa);
  • Sem histórico de neoplasia maligna, diabetes juvenil, epilepsia, psicose, artrite reumatoide e doença coronariana precoce.

Uma grande quantidade de casais e mulheres já se beneficiou com este ato. Há mais de 20 anos que este programa está iniciado no mundo. De uma forma muito simples pode-se contribuir com a felicidade de muitas pessoas.

Algumas vezes as próprias clínicas de reprodução têm um banco de sêmen, hoje no Brasil temos alguns bancos como a Pro-seed, Androfert, Idéia Fértil, IPGO, Lab, etc…

 

O que é Infertilidade?

Woman secretly reading pregnancy test

A infertilidade conjugal pode ser considerada como uma condição comum associada de maneira importante com aspectos psicológicos, econômicos, demográficos e médicos. Define-se infertilidade o preceito que determina a não ocorrência de gravidez após dois anos de relações sexuais bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual realizada sem a utilização de métodos contraceptivos.

Deve-se levar em consideração que infertilidade não é a incapacidade definitiva em gerar uma nova vida, bem como, a ocorrência de uma gravidez não excluí o fato de haver existido infertilidade durante uma fase da vida reprodutiva do casal.

Muitas doenças, traumas e comportamentos podem alterar nossa fertilidade, abaixo serão citados as possíveis causas da infertilidade masculina e feminina.

CAUSAS MASCULINAS

1.) PRÉ-TESTICULAR: Hipogonadismo hipononadotrófico; hipestrogenismo; hiperandrogenismo; hiperprolactnemia; entre outros.

2.) TESTICULAR: Doenças Sistêmicas (Diabete Melito, Insuficiência Renal, Hipertensão Arterial, etc); Anorquia; Varicocele; Criptorquia; Distúrbios Genéticos (Síndrome de Klinefelter, Síndrome  de XYY, Microdeleção do  Cromossomo Y, Sindrome de Kartagener, Fibrose Cística…); Aplasia Germinativa (Síndrome das Células de Sertoli); Fatores comportamentais (Radiação, Calor, Poluentes, Drogas de Abuso, álcool, tabagismo, etc); Idade; drogas terapêuticas; orquite; Infecções genito-urinárias.

3.) PÓS-TESTICULAR: Distúrbio de transporte espermático como a Fibrose Cística; Obstrução Mecânica (Vasectomia, Infecção genito-urinária, etc.); Obstrução Funcional : Denervação do sistema simpático com distúrbios ejaculatório / Traumatismos / Medicações que podem gerar – Anejaculação, Ejaculação Retrógrada, Ejaculação Prematura e Disfunção Erétil. E distúrbios Estrutural e Funcional do espermatozoide.

CAUSAS FEMININAS

1.) TUBOPERITONEAL: Endometriose; Infecções Trato Genital (Candidíase, HPV, etc); Outros Processos Infecciosos. (Apendicite-Gastrointestinal, etc).

2.) OVARIANA: Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP); Endometriose; Obesidade; Idade; Hipotireoidismo ou Hipertireoidismo; Doenças Genéticas.

3.) UTERINAS: Miomas; Pólipos; Endometrite; Má formação Mullerianas. Doenças Imunes (Lúpus eritematoso sistêmico [LES], Artrite reumatóide).

4.) AMBIENTAIS E COMPORTAMENTAIS: Fatores químicos, físicos e biológicos (pesticidas, solvente, gases poluentes, etc.); Dieta; Álcool; tabagismo; drogas ilícitas.

Como funciona a análise genética do embrião?

Human cloningO diagnóstico genético é um ramo da medicina e biologia reprodutiva que auxilia casais na busca de uma gestação saudável com a finalidade de transferir embriões sem alterações cromossômicas e de genes conhecidos para o útero materno. Obrigatoriamente a fertilização in vitro deve ser realizada.

Existem duas possibilidade de análise:

1.) Diagnóstico Genético pré-implantacional (PGD) e Screening Genético pré-implantacional (PGS)

O Diagnostico genético pré-implantacional (PGD) é realizado nos casos onde exista um padrão de herança ligada ao sexo (doenças ligadas ao cromossomo X ou Y), ou seja, em situações onde há a suspeita do risco de produção de embriões com desequilíbrio cromossômico numérico ou estrutural (cromossomo a mais ou a menos, ou a falta de um pedaço do cromossomo) e principalmente idade materna avançada.

O Screening genético pré-implantacional (PGS) é realizado para casais com cariótipo normal (46, XX/ 46, XY) que sofrem abortamentos de repetição. Através do aconselhamento genético, esses casais podem buscar algumas possíveis alterações cromossômicas ou gênicas de seus embriões durante os processos de reprodução assistida, sendo que estas alterações podem estar relacionadas a abortamentos recorrentes.

O PGD/PGS é realizado geralmente em embriões no terceiro (3º) dia de desenvolvimento (seis a oito células- foto acima). Utilizam-se equipamentos, como o laser para perfurar a zona pelúcida (ZP) e o micro manipulador para retirar a (s) célula (s) do embrião, através de profissionais altamente capacitados. As células são enviadas para análise em laboratório de apoio especializado, sem que haja prejuízo ao desenvolvimento embrionário.

Biópsia Embrionária PGD-PGS e CGHAtualmente duas técnicas podem ser empregadas na avaliação citogenética do embrião: A técnica de FISH (Hibridização in Situ por Fluorescência) e PCR (Reação em Cadeia Polimerase). A primeira permite a determinação do número de cromossomos presentes no núcleo em interfase do blastômero removido, utilizando-se sondas específicas para os cromossomas 13, 14, 15, 16, 18, 21, 22, X e Y. Essa técnica permite o diagnóstico de aneuploidias e translocações mais incidentes mundiais.

A técnica de PCR permite detectar mutações em um único gene, desta forma, avalia doenças genéticas ou mesmo metabólicas conhecidas. Após a obtenção da célula embrionária (blastômero), seu DNA é removido e amplificado em milhares de cópias para que em seguida seja analisado para várias doenças genéticas, como por exemplo, Fibrose Cística.

Este procedimento é realizado antes da transferência do embrião para o útero materno. O resultado é liberado em até 48 horas, e após este período a transferência dos embriões normais poderá ser realizada.

2.) Hibridação Genômica Comparativa por microarranjos (CGH-array)

Este exame avalia os 23 pares cromossômicos, possibilitando a análise numérica de todo o conjunto cromossômico da(s) célula(s) embrionária(s). Este exame não detecta anomalias estruturais (translocação e inversões), poliploidias e haploidias.

Esse diagnóstico é recomendado, principalmente, para os seguintes grupos de pacientes:

  1. Mulheres com idade superior a 35 (trinta e cinco) anos;
  2. Mulheres com repetidas falhas de implantação;
  3. Mulheres com histórico de abortos de repetição;
  4. Homens com azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado) não obstrutiva ou oligozoospermia grave (pequena quantidade de espermatozoides no ejaculado);
  5. Casais com histórico de doenças cromossômicas na família;
  6. Casais com cariótipo alterado como, por exemplo, as translocações, que são trocas de segmentos cromossômicos entre dois cromossomos distintos;
  7. Casais em que o marido/parceiro tenha idade superior a 50 (cinquenta) anos.

Untitled 2585O CGHa é realizado geralmente em embriões no quinto (5º) dia de desenvolvimento (blastocisto-foto acima). Utilizam-se equipamentos, como o laser para perfurar a zona pelúcida (ZP) e o micro manipulador para retirar as células dos embriões, através de profissionais altamente capacitados. As células são enviadas para análise em laboratório de apoio especializado, sem que haja prejuízo ao desenvolvimento embrionário. O resultado é liberado em até 24 horas, e após este período a transferência dos embriões normais poderá ser realizada.

IMPORTANTE SABER: A biopsia embrionária é um procedimento extremamente sensível, alguns embriões podem não sobreviver a este processo ou não se desenvolver mais devido a retirada das células.  Os embriões possuem uma característica de mosaicismo, ou seja, possuem algumas células naturalmente alteradas que supostamente ocorreria um auto-reajuste, existindo a possibilidade de renovar ou excluir células danificadas, então podem se retirar células “anormais” dos embriões para análise e receber um laudo de anormalidade sendo que este embrião se reajustaria em relação a célula alterada. O mosaico diminuí quando o embrião está em está de dia 5 (Blastocisto) e quando a técnica de CHGa é empregada.